|
BR6 (www.vocalbr6.com)
Em seu primeiro CD, o grupo vocal carioca BR6 apresenta a música popular brasileira a cappella através de arranjos vocais sofisticados, que fazem com que o público procure por instrumentos no palco e o ouvinte nem sinta a falta deles. O grupo tem seis cantores/arranjadores e possui uma formação ímpar: quatro homens e uma mulher, que fazem a harmonia e se revezam nos solos, e um percussionista vocal. Com uma roupagem moderna e diferente, o BR6 transita na música brasileira conhecida no exterior como Brazilian Jazz apresentando um suingue novo e empolgante! O CD foi lançado também no Japão, EUA e Espanha e recebeu o prêmio CARAs 2005 em duas categorias. Contato p/ shows: (21) 2538-0401 ou (21) 8129-8784 ou (21) 9414-4202
Pequeno release do CD | Ouça Músicas do CD | Ficha de Técnica do CD | Peça o seu CD
Componentes do grupo | Críticas e opiniões sobre o CD | Agenda do BR6 | Site Oficial
Pequeno release do CD
BR6 canta Música Popular Brasileira A Cappella
O BR6 assinou contrato com a gravadora Biscoito Fino e lançou seu primeiro CD com produção caprichadíssima. No álbum, que é também o primeiro gravado e produzido nos estúdios da RioAcappella, o grupo executa 12 dos seus arranjos inéditos, garimpados no repertório popular brasileiro. Entre as pérolas recolhidas no CD estão: os sambas recriados com a voz, Diz Que Fui Por Aí de Zé Kéti e O Morro Não Tem Vez de Jobim; as inusitadas leituras de Upa Neguinho, de Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri, em reggae, e o pop presente em Eu Sei que Vou te Amar, de Tom e Vinicius; as harmonias vocais sofisticadas em O Barquinho de Menescal e Bôscoli e Eu Preciso Aprender a Ser Só, dos irmãos Valle; e o caldeirão de ritmos em Batida Diferente, de Maurício Einhorn e Durval Ferreira, e em Linha de Passe de João Bosco. O CD foi masterizado em Los Angeles, EUA por John Vestman (Sting, Eagles, Bee Gees), e sua audição por lá foi saudada com entusiasmo incomum, o que garantiu contrato para lançamento nos EUA pelo selo Primarily A Cappella (www.singers.com), o campeão de vendas do segmento.
Para o público leigo, é uma tarefa difícil imaginar que um grupo de seis pessoas utiliza apenas a voz para reproduzir os sons instrumentais de uma banda. Ouvir o pandeiro em Diz Que Fui Por Aí, o flugelhorn em Eu Sei que Vou Te Amar, o baixo pulsante em Falso Milagre do Amor e o set de percussão em Batida Diferente surpreendem até músicos profissionais. Há quem duvide que tudo foi feito apenas com a voz. O CD garante ao ouvinte um passeio pelas belíssimas harmonias vocais e chama a atenção pela diversidade de idéias dos arranjadores e a exploração da habilidade individual de cada cantor. O lançamento coloca definitivamente o BR6, a RioAcappella e o Brasil no roteiro mundial da música a cappella contemporânea. O gênero, nascido nos últimos 10 anos da incorporação de sonoridades instrumentais aos grupos vocais, vem obtendo cada vez mais aceitação e sucesso no mundo todo.
Influenciados pela história de várias gerações de grupos vocais brasileiros e pelo primeiro disco do grupo Take 6, no início dos anos 90, gravação que mudou o rumo da música vocal internacional, Crismarie Hackenberg (mezzo), Deco Fiori (tenor), André Protásio (barítono), Marcelo Caldi (tenor), Simô (baixo) e Marcelo Manes (Percussão Vocal), que compõem o grupo atualmente, saem em busca de dois sonhos: fomentar a criação de um mercado para a música a cappella brasileira e reverenciar a música vocal nacional com seu talento e criatividade. Nesse caminho, o BR6 se soma ao esforço de muitos grupos, porém se destaca como pioneiro na arte de fazer música sem instrumentos, abrindo estradas para novas gerações, que certamente virão.
O BR6 ganhou o prêmio CARAs 2005 (The Contemporary A Cappella Recording Awards 2005), concedido pela organização mundial de música a cappella CASA (Contemporary A Cappella Society), nas categorias Folk/World Album e Folk/World Song - Disfarça e Chora, pelo disco Música Popular Brasileira A Cappella, lançado pela Biscoito Fino no Brasil. Confira a premiação.
No exterior, o disco saiu no Japão (King International), EUA (Primarily A Cappella - www.singers.com/jazz/BR6.html) e Espanha (DiscMedi).
voltar
Músicas do CD Música Popular Brasileira A Cappella
Ouça trechos das músicas em MP3 ou Real Audio, assinaladas em laranja!
| Fx |
Música |
Autor |
Arranjo |
min |
| 01 |
Batida Diferente (682 Kb) |
Maurício Einhorn e Durval Ferreira |
Simô |
3m 27s |
| 02 |
Eu Sei Que Vou Te Amar (649 Kb) |
Tom Jobim e Vinicius de Moraes |
Deco Fiori |
3m 19s |
| 03 |
Linha de Passe (504 Kb) |
João Bosco, Paulo Emílio e Aldir Blanc |
André Protasio |
3m 11s |
| 04 |
Preciso Aprender a Ser Só |
Marcos e Paulo Sérgio Valle |
André Protasio |
2m 35s |
| 05 |
Flora |
Gilberto Gil |
Deco Fiori |
4m 53s |
| 06 |
Upa Neguinho (526 Kb) |
Edu Lobo e Gianfrancesco Guarnieri |
André Protasio |
3m 25s |
| 07 |
Falso Milagre do Amor |
Ed Motta e Ronaldo Bastos |
Deco Fiori |
3m 51s |
| 08 |
Disfarça e Chora |
Cartola |
Deco Fiori |
3m 03s |
| 09 |
Wave |
Tom Jobim |
Simô |
3m 44s |
| 10 |
O Morro não Tem Vez |
Tom Jobim e Vinicius de Moraes |
André Protasio |
3m 15s |
| 11 |
O Barquinho (649 Kb) |
Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli |
Crismarie Hackenberg |
2m 37s |
| 12 |
Diz Que Fui Por Aí (571 Kb) |
Zé Kéti |
Eduardo Braga |
3m 33s |
voltar
Ficha Técnica do CD Música Popular Brasileira A Cappella
BR6 - André Protasio, Crismarie Hackenberg, Deco Fiori, Eduardo Braga, Marcelo Manes e Simô
Produção musical - BR6
Gravado e mixado por Cylan Delgado, RioAcappella Studio, Rio de Janeiro.
Masterizado por John Vestman, Headway Music Complex Studios, Los Angeles.
Produção executiva - RioAcappella
Assistente de produção - Tomaz Secco
Projeto gráfico - Arthur Fróes e Marcus Lima (Idéia Digital)
Fotos - Beti Niemeyer
Assistente de fotografia - Marcus Pinheiro
Make-up - Cácia Scudino
Gravado entre março e dezembro de 2003, exceto faixas 2 e 4, em fevereiro de 2002. Mixado entre outubro e dezembro de 2003.
UMA REALIZAÇÃO BISCOITO FINO
Direção geral - Kati Almeida Braga
Direção artística - Olivia Hime
Coordenação de produção - Martinho Filho
voltar
Quem são os componentes do grupo
 
| André Protasio |
Crismarie Hackenberg |
Formado em regência coral pelos Seminários de Música Pro Arte, sob a orientação do maestro Carlos Alberto Figueiredo e está cursando o mestrado do Instituto Villa Lobos, UNI RIO. É professor de arranjo vocal e diretor musical do Equale, grupo que está lançando seu segundo CD, “Um gosto de Sol”, com as canções (e a participação) de Milton Nascimento. No teatro, tem trabalhado intensamente nos últimos três anos alternando as funções de arranjador vocal, preparador vocal e diretor musical. Seu último projeto foi a direção musical da “Arca de Noé”, direção de Augusto Thomas Vanucci. |
Formada em Educação Artística com habilitação em música pelo Conservatório Brasileiro de Música, atua como regente, cantora, arranjadora e professora de piano e de canto. Fundadora da RioAcappella, ocupa o cargo de Brazil Ambassador na organização mundial de música a cappella CASA (The Contemporary A Cappella Society). Atuou como prepadora vocal dos atores/cantores nas peças Plunct Plact Zoom, A Arca de Noé e Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu. Como cantora, gravou jingles comerciais da Coca-Cola e foi backing vocal no CD Estação da Luz do ex-mutante Sérgio Dias. Atualmente, é regente de dois corais: Coral ESSO e Coral da CBTU. |
 
| Deco Fiori |
Simô |
Formado em Educação Artística – Licenciatura Plena com Habilitação em Música pela UNI Rio, é diretor musical da Double Sound Estúdios e Produções, onde participa, dirigindo ou cantando, da dublagem de filmes e desenhos animados, como O Rei Leão, Aladin, Shrek, entre outros. Integrou o Grupo Vocal Vox4 que foi indicado ao Prêmio Sharp de Melhor Grupo da MPB, em 1997. Participou do Coral do Rio, foi vocalista da Rio Jazz Orchestra, do conjunto de câmara Brasil Barroco e preparador vocal do Grupo Equale. É professor de canto popular e fez parte do corpo docente nas escolas Canto & Cia, Rio Música e CIGAM. No teatro, participou de diversas produções, destacando-se a Sinfonieta Braguinha, Bagunça!!! Ópera Baby e o musical Um Escurinho Brasileiro. Atuou como vocalista em CDs de vários artistas da MPB, como Emílio Santiago, Cidade Negra, Carlos Lyra, Daniela Mercury, Pery Ribeiro, Moraes Moreira, Erasmo Carlos, entre outros. |
Cantor, violonista, compositor e arranjador, estudou: Habilitação em Música na Universidade do Rio de Janeiro - UNI Rio; Harmonia com Adamo Prince e Ian Guest; Violão com Sérgio Assad, Almir Chediak, Carlos Sandroni, Fabio Nim; Guitarra com Lulu Santos, Romulo Thompson; Canto com Nilze Miriam, Kaleba Villela, Felipe Abreu, Angela Hertz, Nadia Daltro; Arranjo com Celia Vaz; e Percepção com Bia Paes Leme. Com o grupo Vox 4, gravou um CD que foi indicado para o Prêmio Sharp de Música, categoria "MPB/Melhor Grupo". Participou em CDs de Toquinho, Emilio Santiago, Joana, Carlos Lyra, Moraes Moreira, Gilson Peranzzetta etc.. Fez parte dos grupos Maite-tchu, Brasil Barroco, Canto em Canto e Coral do Rio. Atualmente, trabalha no Coral da FIRJAN, faz gravação de "jingles", em dublagens musicais de filmes e desenhos animados e é professor de violão.
|

| Marcelo Caldi |
Marcelo Manes |
Atuou como arranjador no espetáculo “Três Momentos do Amor”, estrelado pela bailarina Ana Botafogo e como diretor musical, ao lado de Alexandre Caldi, na peça “De Segunda”, de Luís Salém. É pianista acompanhador de vários corais no Rio de Janeiro e, como pianista e acordeonista, gravou e fez shows com artistas como Chico Buarque, Pedro Luís e Zélia Duncan, além de participar regularmente de trilhas de novelas da Globo. Como compositor, tem músicas suas gravadas pelos grupos Choro na Feira e Sincronia Carioca e possui um disco gravado com Alexandre Caldi ( “Intrometidos”), além de seu primeiro disco solo, “Marcelo Caldi”, lançado em 2005. É integrante do grupo vocal Garganta Profunda e do grupo Libertango.
|
Percussionista vocal, gaitista e cantor, estuda Composição na UNI-Rio. Sua introdução no meio musical foi feita pela professora
de piano Márcia Campanário, diretora da Artemúsica. Iniciou os trabalhos
de canto com Cris Delanno, percussão vocal com Cícero Melo e se aprofundou em harmonia com Cristina Bhering
e José Staneck, com quem também estudou gaita cromática. Na gaita diatônica,
teve como mestres Michael Arce e Rodrigo Eberienos. Hoje é professor de
gaita diatônica e prepara, paralelamente, o lançamento do CD da banda "Manes".
|
voltar
Críticas e opiniões sobre o CD
"PERCUSSÃO DE BOCA E VOCAIS VERTIGINOSOS
MPB a Cappella é o primeiro CD do grupo vocal BR6 para a Biscoito Fino. O grupo é muito bom, são seis vozes treinadas e afinadas cantando com precisão arranjos arrojados na escola dos grandes grupos vocais jazzisticos, como os Hi-Los, os Four Freshmen e Os Cariocas. O disco é todo a cappella - isto é sem instrumentos -, só vozes, mas a novidade é que o grupo é acompanhado por uma seção de percussão muito boa – feita inteiramente por eles com a boca, imitando com perfeição o som de bumbo, caixa, tamborim, surdo, pandeiro, cuíca e até pratos. Além de um baixo pulsante. Tudo com a boca, sensacional! O repertório também é muito bom, Tom Jobim, Cartola, João Bosco, mas o destaque, acho que é mesmo uma das melhores músicas do Ed Motta, “Falso Milagre do Amor”, com o pessoal fazendo um drum and bass de boca espetacular."
Nelson Motta - INFORMATIVO SINTONIA FINA 28.07.04
"The CD sounds FANTASTIC!!! So good that I'm putting it in my CD player
with my other frequently listened discs, which is the highest possible
praise I can give it (all other a cappella goes in the cabinet!).
The production is superlative, the singing brilliant, and the solos
wonderful. I'll be listening to this over and over for a long time.
Track 4 is especially gorgeous. Amazing solo, and perfect close harmony.
No question, the best South American a cappella CD ever recorded.
Hopefully you'll start a revolution, with many groups following in your
footsteps. Makes me want to move to Brazil and copy you guys. "
Deke Sharon - Ex-CASA President
"Rio A Cappella
Freshly signed to the Primarily A Cappella label, Brazil's 5-man, 1 woman a cappella Jazz/Salsa sextet impresses from the first few notes of the opening cut. "Batida Diferente" has a mellow, sensual infectious Samba rhythm, "Eu Sei Que Vou Te Amar" builds a smoky lead and "trumpet" solo on a solid, tasty vocal percussion base, "Linha de Passe" is a surprising, fast-moving, scattish Salsa romp. "Preciso aprender a Ser So" is slow and romantic with harmonies to die for, "Flora" and the lighthearted "Upa Neguinho" are blue note jazz with a walking bass, as is "Falso Milagre do Amor." "Disfarca e Chora" is stunningly arranged rainy day jazz, the laid-back, effortless harmonies of "Wave," "O Morro Neo Tem Vez" and "O Barquinho" bubble above a minor-key base. The final cut, "Diz Que Fui Por Ai" is a finger-snapping, "trumpet" soloing delight. The beautiful, colorful liner notes contain the lyrics and some marvelous pictures of the group. Like the group's growing contingent of Brazilian fans, we fell in love with this group at first listen - we bet you will too. BR6 is fresh, hot and spicy from Brazil, on PAC Records!"
Lançamento do CD pela Primarily A Cappella nos EUA - set/2004
"JAZZ & POP
An a cappella vocal sextet from Brazil, BR6 offer up Latin-flavored jazz harmonies that are accessible in any language. Energetic renditions of songs such as “Linha de Passe,” written by Joao Bosco and Aldir Blanc, are infectious and will have you up and dancing, while the contemplative musings of “Preciso Aprender a Ser So,” sung by the group’s mezzo and only female, Crismarie Hackenberg, will soothe the most addled nerves. A contemporary jazz group that incorporates tasteful percussion in their arrangements, BR6 is clearly influenced by the Swingle Singers and the Real Group, though with Rio A Cappella, they have hit a stride that is entirely their own."
City Hall Records - Release Book - 21/09/04
" I very much enjoyed mastering your new album! What a great pleasure to hear your music at dawn of the New Year. Your group of talented singers lifts a cappella music to an exciting new level - it´s fun and amazing at the same time! I was impressed at how in-tune and soulful the performances are. I imagine that many people will enjoy your Brazilian-spiced musical journey - and I expect to see you get a World Music Grammy in 2004!
Thank you again for including me as part of your team - it was my honor to be a part of the magical BR6 Blend!"
John Vestman - Masterizador do CD
"BRASILEIROS “A CAPPELLA”
Quem coloca para tocar o CD de estréia do grupo BR6 (lançamento Biscoito Fino) fica logo impressionado com a muralha vocal que surge na primeira faixa, “Batida Diferente”(Durval Ferreira/Maurício Einhorn): “Bangoê, Bangoê” entoam afinadíssimas as vozes dos seis componentes num “groove” irresistível que dá sinal de que a audição do disco será repleta de agradáveis surpresas. Crismarie Hackenberg, Simô, Deco Fiori, André Protasio e Eduardo Braga, cinco dos brazucas do grupo, já têm estrada suficiente para criarem os arranjos da pesada que percorrem o disco e trazerem um sopro de renovação no cenário vocal brasileiro. André, regente e membro do grupo vocal Equale (que acaba de lançar um CD dedicado às canções de Milton Nascimento) é um nome consolidado no cenário vocal carioca. Crismarie, Eduardo, Simô e Deco fizeram parte do grupo VOX 4, que recebeu indicação de um prêmio Sharp em 1998 por ocasião de seu único disco. Com a adição da percussão vocal de Marcelo Manes, o sexteto foi capaz de realizar um disco tão interessante que vem conquistando muitos admiradores aqui e fora do país.
O Brasil é um país com um passado rico em grupos vocais, mas a chamada música “a cappella” (sem instrumentos) não tem necessariamente grande tradição por aqui. Nomes como o de Marcos Leite, mentor dos grupos vocais Cobra Coral e Garganta Profunda, certamente merecem boa parcela de crédito na divulgação do gênero em nosso país. Em 2000, a partir da dedicação da própria Crismarie, única integrante feminina do BR6, surgiu a RioAcappella, que divulga, apóia e produz música a cappella no Brasil. E o surgimento do BR6 se confunde com o próprio nascimento dessa organização. Primeiramente com o nome de BR-5, o grupo teve posteriormente a inclusão de Eduardo Braga, definindo de vez o número de integrantes. Com apresentações desde 2001, o grupo chamou a atenção de muitos artistas, uma delas a cantora Cris Delanno, que levou o grupo até Raymundo Bittencourt, da gravadora Albatroz. Surgiu então a encomenda de um disco de bossa nova para o Japão e o grupo começou a trabalhar nessa produção, o que explica de certa forma o repertório de clássicos bossanovistas como “Eu sei que vou te amar”, ”Preciso aprender a ser só”, “Wave” e “O Barquinho”. Gravado no estúdio RioAcappella (na realidade a sala da cãs de Crismarie), pelo produtor Cylan Delgado, é impressionante que este disco tenha sido gravado integralmente num PC. A qualidade sonora é impecável e não fica nada a dever às grandes produções. A masterização foi feita nos EUA por um craque no assunto, John Vestman.
Como o disco para o Japão acabou não acontecendo, restou ao BR6 batalhar o trabalho por aqui. A Biscoito Fino adorou e colocou o disco no mercado bem rápido, e a primeira tiragem de duas mil cópias já está esgotada. Nos EUA, o disco sai no dia 21 de setembro pelo selo Primarily A Cappella, especializado no gênero. Segundo Eduardo Braga, o que tem impressionado lá fora é o suingue brasileiro do grupo, que inclui pandeiros, bumbos, cuíca, caxixi, tamborim e muitas outras percussões brasileiras, tudo feito apenas com vozes. Por aqui, os shows têm ocorrido com freqüência (em 16/10 o grupo canta no Rio de Janeiro e nos dias 13 e 14 de novembro estará na Bahia). Ir a um show do BR6 é uma experiência fascinante. Tomados pela alegria, o grupo cativa todos os expectadores com interpretações arrebatadoras como em “Linha de Passe” e “ Upa Neguinho” ambas no disco de estréia. Uma atmosfera pop bem dosada com o suingue brasileiro, garante ao BR6 um diferencial dos grupos a cappella que existem no exterior e sinaliza ótimos horizontes para seu futuro.
Maurício Gouvêa - International Magazine número 105, setembro de 2004
" Da bossa ao pop sem instrumentos
Junte alguns músicos e um cantor; ninguém tem dúvida de que vai sair música. Também têm os grupos instrumentais, menos populares mas com uma história mais sedimentada. Cada vez mais raros são os grupos vocais. Alguns poucos são conhecidos, como o Garganta Profunda. E agora quem pede passagem é o BR6 que, com quatro anos de harmonia, lança o primeiro CD pela Biscoito Fino.
A proposta do grupo é radical sem ser panfletário e nem chato: o doce radicalismo do BR6 é não ter nenhum instrumento, todos os sons são produzidos pelos seis cantores. Guitarras, efeitos, sopros e todo tipo de acompanhamento é feito por efeitos vocais de Crismarie Hackenberg (mezzo soprano), Simô (baixo), Deco Fiori (tenor), Marcelo Manes (percussão vocal), André Protasio e Eduardo Braga (barítonos).
A formação pouco usual dá frescor a clássicos brasileiros. Desde as manjadas Eu sei que vou te amar e O barquinho até Flora e Diz que fui por aí, única que ganha acompanhamento de estalos de dedo.
O arranjo para Falso milagre do amor, composição de Ed Motta e Ronaldo Bastos, prova que música vocal pode casar com pop. Os sambas não perdem cadência e Eu sei que vou te amar ganha um arranjo com soul inédito. É ouvir para crer.
O CD é resultado de um ano de trabalho e lapidação em estúdio. A proposta é abrir caminho para a música a cappella. Os inteligentes arranjos não ficam nada a dever. Quem disse que seis cantores não podem ser uma big band? "
Beto Feitosa - Crítica da UOL
"Com influência admitida do Take 6, mas certamente com boas audições do New York Voices e Quire no currículo, o grupo BR6 recria um repertório brasileiríssimo a cappella com arranjos inspirados que incluem um acompanhamento "instrumental" de boca melhor do que muitos discos com instrumentos reais. Melhor nas faixas rápidas como Estamos Aí e Linha de Passe do que nas lentas como Preciso Aprender a Ser Só, Crismarie Hackenberg, Deco Fiori, André Protasio, Eduardo Braga, Simô e Marcelo Manes acertam a mão num disco instigante"
Kiko Furtado - Estado de Minas
"O som do disco é muito bem gravado e mixado, um trabalho de nível internacional que representará maravilhosamente a sonoridade da voz brasileira. Um marco na música vocal e um monumento ao canto a cappella, sem o apoio de instrumentos. Os seis jovens maestros, que sabem tudo de música, conseguem um envolvimento tão completo e permanente com o ouvinte nas suas ousadas harmonias que a gente esquece que não tem instrumentos (nem MIDI? Não, não tem!) e nem acredita que foi gravado um cantor de cada vez, de tanto entrosamento. O timbre claro, muito nítido, brilhante e forte, com muita vivacidade e frescor, toma o ouvinte, já perplexo com todos os contrapontos afinadíssimos e os efeitos sonoros surpreendentes.
Os arranjos de André Protasio, Deco Fiori, Simô, Crismarie Hackenberg e Eduardo Braga são estonteantes, de prender a respiração.
Os efeitos vocais são um capítulo à parte. Temos, sim, ao longo de uma das mais belas seleções de pérolas da MPB, o apoio de um bom número instrumentos, como bumbos, caixas, prato, cuíca, tamborim, caxixi, pandeiro, surdo, tan tan, apito, baixo, guitarras (tem até wah wah), trombone, flugelhorn, e diversos efeitos. Só que todos são feitos pelas vozes, com tratamento semelhante ao que seria dado a cada um desses instrumentos, se ao menos um tivesse sido usado. Todos esses “instrumentos” soam com muita naturalidade. O pandeiro vocal, por exemplo, é impressionante. Na verdade, Eduardo Braga estala o dedo, o único som extravocal do disco, na última canção, o samba “Diz que fui por aí”, de Zé Kéti. Mas dá até pra dizer que o grupo tem um “baterista”, o percussionista vocal Marcelo Manes." "
Sérgio Izecksohn - Revista Backstage
"Imagine uma combinação das harmonizações vocais do lendário grupo Os Cariocas com os efeitos vocais do grupo americano Take 6. O resultado seria algo como o BR6, sexteto vocal carioca que lança seu primeiro disco pela Biscoito Fino. O CD impressiona pela qualidade dos arranjos vocais, pelo repertório irretocável (que mistura músicas de Cartola, Edu Lobo, João Bosco e Tom Jobim, entre outros compositores da MPB) e, sobretudo, pelo fato não ter sido utilizado instrumento de espécie alguma - como orgulhosamente o grupo anuncia na contracapa do álbum. Com exceção dos estalos de dedos do samba Diz que Fui por Aí, de Zé Kétti, todos os sons foram produzidos pelas vozes do sexteto. A turma simula percussão, guitarra, trombone e outros instrumentos com habilidade espantosa - e ainda injeta suingue em músicas batidas como Eu Sei que Vou te Amar, um dos clássicos da dupla Tom Jobim & Vinicius de Moraes"
Mauro Ferreira - O Dia On Line
"Uma boa surpresa para qualquer amante da bossa-nova ou da MPB pop de Ed Motta, é revelada pela Biscoito Fino em Música Popular Brasileira A Cappella, álbum de estréia do sexteto vocal BR6. O conjunto mostra no sentido mais visceral da música, que é preciso apenas um instrumento para voar alto: a voz.
Crismarie Hackenberg (mezzo-soprano), Simô (baixo), Deco Fiori (tenor), Marcelo Manes (percussão vocal), André Protasio e Eduardo Braga (barítonos), se dividem em melodia, harmonia, ritmo e efeitos para alcançar o tom de novas leituras para a música de Tom Jobim, Edu Lobo, Gilberto Gil, Cartola e João Bosco.
Com a voz, Eduardo Braga cria um trombone vocal para acompanhar o samba de Zé Keti Diz Que Fui Por Aí. Em outros momentos, a bateria vocalizada por Manes revisita Falso Milagre do Amor (Ed Motta) e moderniza Eu Sei Que Vou Te Amar (Jobim e Vinícius), bem ao estilo gospel/funk do norte-americano Take 6, com direito a solos de flugelhorn e guitarra arranhados pela voz de Protasio.
O sexteto também preserva o tradicional canto dividido em vozes dos bossa-novistas do MPB-4. Canta no melhor estilo de seresta Linha de Passe, da dupla João Bosco/Aldir Blanc, Upa Neguinho, de Edu Lobo com Gianfrancesco Guarnieri, e Preciso Aprender a Ser Só, dos inseparáveis Marcos e Paulo Sérgio Valle."
Guilherme Lobão - Jornal de Brasília
"O BR6 faz ressonância com nossa melhor tradição vocal representado por grupos como Os Cariocas, MPB-4, Quarteto em Cy, Boca Livre e Garganta Profunda. Mas o BR6 faz mais do que simplesmente honrar nossa melhor tradição vocal. O grupo inova e apresenta um trabalho que impressiona por sua qualidade e formato.
Sem uso de qualquer instrumento o sexteto apresenta em 12 faixas verdadeiros clássicos do cancioneiro brasileiro em arranjos geniais que incluem a imitação de vários instrumentos."
Omar Gusmão - Jornal A Crítica de Manaus"
"VOZ, ALMA, MÚSICA NO DISCO DO SEXTETO BR6
...Muitas vezes alguns prodígios se apresentam aos nossos sentidos e não damos muita atenção. Vamos ver na música, arte que por si só nos remete a pensar profundamente na natureza humana. Vamos falar mais particularmente na voz humana. Taí um instrumento dificílimo, aliás, no meu entender é o mais difícil.
Tá pensando o quê, emitir as notas musicais a partir de toda uma estrutura mental, dentro do ritmo, aplicando, quando em grupo, uma harmonia pré-estabelecida. Comparativamente, vamos dar o exemplo do piano, cujas notas estão ali na frente. Ele, como qualquer outro, é externo. Na execução, muitos órgãos dos sentidos estão envolvidos, como visão, audição, tato. Isso facilita e muito a exploração de suas possibilidades.
Já com a voz a coisa se complica, porque nada há externamente em que possa se apoiar. Tudo vem de dentro para fora, considerando todas as suas possibilidades. É o ser humano na sua mais profunda dimensão, é a sensibilidade levadas às últimas conseqüências.
Vamos logo a um exemplo que entendo ser dos melhores. Olha o CD feito pelo grupo BR6 denominado "Música Popular Brasileira A Cappella". Um sexteto, que não se auxiliam em nenhum outro instrumento que não seja as vozes de seus componentes...
...No encarte do disco defronta-se com algo incomum, cujo texto informa a tal da percussão vocal, em que o Marcelo Manes faz bumbo, caixa, pratos, cuíca e tamborim; Eduardo Braga, caxixi, pandeiro, surdo e tan tan e Deco Fiori, apito e cuíca. É isso mesmo, eles fazem tudo isso no gogó. Incrível, mas tá pra quem quiser ver-ouvir para crer e gostar muito, já que é um trabalho interessante e bonito às pampas.
O repertório é pra ninguém botar defeito."
Pecê Ribeiro - Jornal das Gravadoras
"A pureza do cantar
O grupo vocal BR6 - Crismarie Harckenberg (mezzo soprano), Deco Fiori (tenor), André Protásio (barítono), Eduardo Braga (barítono), Simô (baixo), Marcelo Manes (percussão vocal) - tem como base de seu trabalho a interpretação de clássicos da Música Popular Brasileira 'a cappella', ou seja, sem qualquer acompanhamento instrumental.
Este primeiro CD do sexteto mostra que a opção é mais que acertada. Com elaborados arranjos vocais, eles extraem novas e inusitadas sonoridades de canções como Linha de Passe (João Bosco/Aldir Blanc/Paulo Emílio), Eu Sei Que Vou Te Amar (Tom Jobim/Vinícius de Moraes), Preciso Aprender a Ser Só (Marcos Valle/Paulo Sérgio Valle), Diz Que Fui Por Aí (Zé Kéti), O Barquinho (Roberto Menescal/Ronaldo Bôscoli) e Falso Milagre do Amor (Ed Motta/Ronaldo Bastos).
Simplicidade e criatividade no mais alto grau. Excelente lançamento."
Toninho Spessoto - Jornal Movimento
"BR6.
Depois de inovar, lançando um disco de choro do fantástico grupo “Tira Poeira”, a gravadora Biscoito Fino repete a dose, apresentando mais um disco bem diferente para os padrões do pobre mercado fonográfico brasileiro. Trata-se do CD “Música Popular Brasileira a Cappella”, do grupo vocal BR6.
Influenciados pelos conjuntos vocais brasileiros, como Os Cariocas, Quarteto em Cy e MPB-4, além do norte-americano Take 6, a banda carioca não utiliza instrumento algum, produzindo todo o som apenas com a voz, inclusive os sopros e a percussão.
O espetacular repertório é centrado no período da bossa nova, com canções como “Batida Diferente” (sem letra, apenas com a melodia cantada pelos integrantes), “E Sei que Vou te Amar” (com a simulação de uma moderna batida eletrônica e com a simpática presença de um fugelhorn vocal), “Wave”, “O Barquinho” e “O Morro Não Tem Vez”. Esta última conta com uma sensacional percussão vocal simulando um pandeiro.
De resto, destaque para “Linha de Passe”, a melhor do disco, uma ótima sacada do repertório de João Bosco e Aldir Blanc, “Upa Neguinho”, com um andamento lento, embalado em um moderno arranjo, “Falso Milagre do Amor”, de Ed Motta, com à citação da melodia da pérola “Futuros Amantes”, lançada em 1993 por Chico Buarque, e “Diz que Fui Por Aí”, com direito a estalo de dedos, sendo esta a única canção do CD que tem algo que não seja a voz de seus integrantes.
Música de qualidade é isso aí. Vida longa ao BR6! "
Luiz Felipe M. Carneiro - International Magazine número 105, “ A Coluna”, setembro de 2004
"A nova geração de grupos vocais
Formado no Rio de Janeiro por cinco cantores e uma cantora, o BR6 é a maior novidade do ano nesse ramo. O recém-lançado CD BR6 – Música Popular Brasileira a Cappella é um primor de competência e inventividade. Tendo como grande referência o Take 6 norte-americano, com suas reproduções vocais dos sons de instrumentos, o grupo se propõe a executar todos os arranjos apenas com as vozes, sem plugar um violão, sequer. Por isso, o BR6 tem, por exemplo, um especialista em fazer o som de contrabaixo (Simô) e outro, em percussões vocais (Marcelo Manes). O resultado é impressionante. As releituras de clássicos da bossa-nova, principalmente as versões de Preciso Aprender a Ser Só , Eu Sei Que Vou Te Amar (transformada em funk) e Upa Neguinho (transformada em reggae), são pontos altos da obra. Encantam, não só pela formação inusitada do conjunto, mas também por trazerem claras influências dos complexos arranjos de vozes de Os Cariocas, Tamba Trio e outros nomes maiúsculos da MPB."
André Domingues - Diário do Comércio (SP) - 15/10/2004
"As Vozes do BR6
Na terra dos Cariocas, MPB4 e Boca Livre, entre muitos outros, aparece o
grupo BR6, com várias coisas em comum com seus antecessores e muitas
novidades também. Em comum, o talento, afinação e principalmente a
manutenção do gingado, do balanço, enquanto praticam difíceis vocalizações
e aberturas harmônicas. De novidade a ousadia de fazer um disco de
lançamento totalmente a cappella, ou seja, sem nenhum acompanhamento
instrumental.
Mas não é só isso que o grupo tem de incomum. Sua formação é inusitada. São
cinco homens e apenas uma mulher, que acaba se destacando no meio de tantos
vozeirões tonitroantes. Mas, apesar disso, o BR6 tem uma excelente unidade
sonora. Não é composto de estrelas. Cada um dos integrantes se alterna nos
solos e arranjos e a mistura de tendências também não contribui para a falta
de unidade."
Julinho Bittencourt - Jornal A Tribuna Digital - Santos
"CDs: BR6
Com formação curiosa (cinco homens e uma mulher), o BR6 produziu um CD de raro bom gosto no repertório, que vai da tradição de Zé Keti (Diz que fui por aí) e Cartola/DalmoCastello (Disfarça e chora) à contemporaneidade de Ed Motta/Ronaldo Bastos (Falso milagre do amor), com destaque para a bossa nova de Tom Jobim e companhia. Afinadíssimo, o sexteto tem como ponto forte a cratividade e o bom humor nos arranjos, como na versão suingada e refrescante de Eu sei que vou te amar (T. Jobim/V. de Moraes). "
Hélio Franco - Correio Brasiliense 23/06/2004
"A voz, a voz e a voz
O grupo BR6 lança "MPB a cappella" e faz das cordas vocais o instrumento
Quem assiste ao vivo, fica procurando pela banda; quem ouve a gravação, questiona o pandeiro, a percussão entre outros instrumentos. Mas a verdade é que o sexteto BR6 canta o melhor da música nacional e traz ao mercado o álbum "MPB A Cappella" tirando da voz toda a sonoridade do instrumentário presente na canção. Realmente, é de duvidar, tamanha a capacidade vocal dos seis integrantes."
Sabrina Guerra - Jornal Correio - Uberlândia
voltar
Agenda do grupo
2004
26 de julho - Programa Jogo Aberto - TV Universitária Veiga de Almeida (22 h)
28 de julho - Programa Ao Vivo com Amigos de Marina Barreto na Rádio MEC AM (17 h)
31 de julho - Pocket Show na FNAC do Barra Shopping (19 h)
04 de agosto - Gravação do Programa do Jô
06 de agosto - Programa do Jô - Rede Globo
11 de agosto - Pocket Show na FNAC - Paulista (13h) e Show no Café Piu-Piu (21 h)
12 de agosto - Pocket Show na Saraiva Mega Store Morumbi - São Paulo (13 h) e na FNAC - Campinas (19 h)
13 de agosto - Show em Limeira (SP) - (21 h)
26 de agosto - Show em Macaé (RJ) - (21 h)
11 de setembro - Pocket Show na Saraiva Mega Store New York City Center - (20 h)
22 de setembro - Programa Atitude.com - Rede Brasil - (19 h 30)
16 de outubro - Show na Casa de Cultura Estácio de Sá na Barra da Tijuca - (22 h)
25 de novembro - Show no Espaço Urca - (21 h)
11 de dezembro - Show no Centro Cultural da CEF (Brasília) - 21 h
2005
18 de fevereiro - Show no Espaço Urca - (21 h)
24 de fevereiro - Reprise do Programa do Jô- Rede Globo (23h 30)
11, 12 e 13 de março - Show "BR6 Convida" no Teatro Jockey - Gávea (21 h)
31 de maio - Cerimônia de Entrega do Prêmio Abril - Credicard Hall - São Paulo
24 de junho - Quem tem boca vai à UFF - Niterói
4 de julho - Classificatórias do Prêmio VISA - Espaço Promon - São Paulo
21 de Julho - Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana - Ouro Preto - MG
26 de agosto - Sala Funarte - 18h 30 - Rio de Janeiro
08 de setembro - Festival de Música de Itajaí - SC
voltar
|